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Novidades do mercado de plásticos.

Cientistas desenvolvem plástico que pode ser reciclado infinitamente
10 mai de 2019
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PETER CHRISTENSEN, KATHRYN LOEFFLER E BRETT HELMS, PESQUISADORES DO BERKELEY LAB (FOTO: MARILYN CHUNG/BERKELEY LAB)

É verdade que o plástico é um material reciclável, mas o processo não é tão simples e eficiente quanto se gostaria. Muitas vezes, o resultado da reciclagem não é tão durável quanto o produto original. Agora, uma equipe de cientistas do Berkeley Lab, laboratório parte do Departamento de Energia dos Estados Unidos, desenvolveu um método que pode facilitar o processo. Em um estudo publicado no periódico científico Nature, eles descrevem um novo tipo de plástico que pode ser quebrado até o nível molecular para criar novo plástico sem perder qualidade. O objetivo é melhorar o processo de reciclagem.

“A maioria dos plásticos nunca é reciclado”, diz Peter Christensen, um dos autores do estudo, em um comunicado compartilhado no site do laboratório. “Mas descobrimos uma nova maneira de produzir os plásticos, pensando na reciclagem com uma perspectiva molecular.”

Os plásticos são feitos de polímeros, que são grandes moléculas com componentes menores, os monômeros. O método tradicional de produção de plásticos envolve a adição de produtos químicos aos monômeros, mas essas substâncias são difíceis de serem removidas no processo de reciclagem. Como resultado, pequenos pedaços de plástico com diferentes composições químicas são misturados, e é difícil saber qual tipo de plástico vai resultar do processo de reciclagem. Muitas vezes, o plástico resultante não é tão durável quanto o original.

O novo material que essa equipe de pesquisadores produziu – batizado de “polydiketoenamine”, ou PDK – pode tornar a reciclagem mais atraente. Isso porque é necessário apenas usar ácido para separar os aditivos químicos dos monômeros. Então, é possível criar um novo plástico com a mesma integridade do produto original. Os cientistas esperam que esse novo material possa substituir plásticos não recicláveis, como os usados em sapatos e capinhas de celular, por exemplo.

Por enquanto, o PDK só existe no laboratório. O próximo desafio para a equipe é tornar o plástico mais sustentável, incorporando a ele materiais vegetais.

Fonte: https://epocanegocios.globo.com